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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

LULA CÔRTES-Biografia e Discografia



LULA CÔRTES


Luiz Augusto Martins Côrtes (09 de Maio de 1949 - Recife, 26 de março de 2011), mais conhecido como Lula Côrtes foi um cantor, compositor, pintor e poeta brasileiro.
Foi um dos primeiros a fundir ritmos regionais nordestinos com o rock and roll, juntamente com Zé Ramalho e outros artistas.
Em dupla com Lailson, lançou no início de 1973 o álbum Satwa, o primeiro disco independente da música brasileira moderna, com a participação de músicos que depois ficariam consagrados, como Robertinho de Recife. O álbum chegou a ser relançado na década de 2000 nos Estados Unidos pela gravadora Time-Lag Records.[1]
Em 1975, lança o raro e cultuado álbum Paêbirú em dupla com Zé Ramalho.[2] Quase todas as cópias do álbum foram destruídas em uma inundação, tornando-o muito difícil de ser encontrado.[3] O álbum foi relançado em 2005 pela gravadora alemã Shadoks Music,[4] e em 2008 na Inglaterra pelo selo Mr. Bongo (MRBCD050).[5]
Ainda em 1976 fez parte da banda de Alceu Valença.[6] Após isso, gravou alguns álbuns solo pela gravadora Rozenblit que nunca foram lançados. Entre eles está Rosa de Sangue, que em 2009 foi finalmente lançado pela gravadora estadunidense Time-Lag Records (Time-Lag 041).[7] Em 1980 finalmente teve um álbum solo lançado, chamado O Gosto Novo da Vida, pela gravadora Ariola.
Durante a década de 1980, a maioria de seus trabalhos foram produzidos com a banda Má Companhia.[6] Côrtes também não deixou de fazer algumas colaborações com Zé Ramalho em outros álbuns, incluindo o álbum de estreia do cantor de 1978, Zé Ramalho, o De Gosto de Água e de Amigos de 1985 e o Cidades e Lendas de 1996.
Também publicou livros de poesia.[8]
Na madrugada do dia 26 de março de 2011, Lula Côrtes faleceu aos 61 anos, vítima de um câncer na garganta, no Hospital Barão de Lucena em Recife. 

Lula Côrtes nasceu em Recife, no dia 09 de maio de 1949.
Desde criança desenhava todas as paisagens que via. Aos 15 anos começou a pintar a óleo, passando a freqüentar um atelier coletivo no Braz em São Paulo. Passou então, nessa época, a elaborar uma pintura absolutamente surrealista e psicodélica que chamou de “ATÍPICOS”. Definindo como organismos de uma “natureza inexistente”. De tempos em tempos, voltava a abordar esse tema. A primeira coleção de “Atípicos”, foi também a sua primeira mostra, feita em Juiz de Fora, com o resultado surpreendente de ter vendido todas as peças. Mudou-se então para Juiz de Fora, pois lá o movimento pictórico era muito intenso. Começou a freqüentar a Galeria Celina, onde conheceu e conviveu com Carlos Bracher, um grande expoente da pintura mineira. A escola de pintura mineira o influenciou a retornar às paisagens. Sua segunda mostra foi no I Festival de Inverno de Ouro Preto, as paisagens tinham uma paleta bem surreal. Dessa época em diante passou a participar de todos os Festivais de Arte e Mostras Alternativas. Depois foi para o Rio de Janeiro, absolutamente engajado no movimento Beat Nick, morava e pintava nas praças e expunha nas ruas. Foi a São Paulo e expôs na Praça Carlos Gomes junto a outros integrantes do mesmo movimento, dessa feita, a pintura se mesclava em paisagens, organismos e colagens. Retornou para Pernambuco e nesse período, em meio a outras atividades, como escritor, cantor e compositor, Lula pintava paisagens de Itamaracá, lugar que freqüentava assiduamente. Disto resultou a terceira mostra, que aconteceu na Casa Holanda e teve continuidade. Outras 15 exposições aconteceram. Nesta mesma época, fazia a primeira série de desenhos dos “Signos do Zodíaco”, que foi editada em São Paulo por Poster’s Esdras, que por conta da “repressão”, teve um mandato de apreensão e busca em todo território nacional, por serem representados por formas sensuais. Participou de uma das bienais de São Paulo nos anos 80. Continuou seu trabalho com regularidade; pintando e desenhando com as mais variadas técnicas. Pintou painéis contendo paisagens do sertão, agreste, mangues e marinas. Dizia Lula: “O valor da paisagem pintada à óleo, ao meu ver, é que ali fica estampado não só o local, seus relevos, mas... é o mundo interior de cada pintor o que torna precioso cada quadro. A forma tão peculiar de cada homem ver e abordar o universo que habita. Com fidelidade, técnica, observação e emoção, unidos num só momento.” Seus desenhos e pinturas por vezes se fundiam, dando um resultado surpreendente. Assim se deu com as séries: “SIGNOS DO ZODÍACO” e “SEXO DAS PLANTAS”. O “Sexo das Plantas” foi, por assim dizer, um desenvolvimento dos “Atípicos”. Eis algumas de suas exposições mais representativas:
1969 – sua primeira exposição no Clube de Juiz de Fora em Minas Gerais – Coletiva com tema “ATÍPICOS”. 1994 - Exposição individual em São Paulo – Tema “Sonhos e Marinhas”. 1995 – “Expovisão” – Coletiva no Cabanga Iate Clube – Tema Paisagens Vistas do Cabanga. 1996 - Coletiva na Galeria Luannartes em Candeias – Temas variados. 1998 – Coletiva realizada pelo projeto Arte até Você. Sendo participante especial deste evento na Praça do Entroncamento – Temas variados. 1999 - Individual realizada no Centro de Convenções, através do projeto Arte até Você –– Tema “PAISAGENS PERNAMBUCANAS”, coleção composta por cento e duas telas à óleo e vários estudos. Alguns dos quadros da série foram levados para Portugal.
2000 - exposição individual realizada no MUPE Museu Pernambuco Integrado, com a retrospectiva de todo seu trabalho. –. Após esta exposição, passou a ser o curador do museu. 2001 – Exposição individual no MUPE Museu Pernambuco Integrado – Tema “PAISAGEM DOS CARNEIROS”. 2002-– Exposição individual no MUPE Museu Pernambuco Integrado – Tema “O IMAGINÁRIO DA PRAIA DOS CARNEIROS”. 2002 – Coletiva na Casa Cor Pernambuco no “Corredor de Arte” - Tema “COISAS QUE SE AMAM”, uma ramificação dos Atípicos. 2003 – Individual na OAB – Tema “AS FACES DA JUSTIÇA”. 2003 – Na Arte & Cia – exposição conjunta com a artista plástica Sônia Malta. 2004- Individual realizada na Sociedade Lula Côrtes - Tema “VULVARES”, uma ramificação dos Atípicos. Grande parte dessas telas foram adquiridas por colecionadores da arte brasileira. Entre eles personalidades como; Paulo Klein, que na época era curador da Galeria Renato Magalhães Gouveia e Anita Harlley Lundgren, que coleciona obras do artista desde os anos 70. 2007 – Exposição individual na Galeria Arte Plural – Tema “Sexo das Plantas”.

Discografia

  • Satwa (Rozenblit, 1973), com Lailson
  • Paêbirú (Rozenblit, 1975), com Zé Ramalho
  • Nordeste, Repente e Canção (Discos Marcus Pereira, 1975), participação na coletânea com uma música gravada em dupla com Zé Ramalho
  • Rosa de Sangue (Rozenblit, não lançado na época, lançado em 2009 pela gravadora estadunidense Time-Lag Records)
  • A Mística do Dinheiro (Rozenblit, nunca lançado)
  • BOM SHANKAR BOLENATH (Instrumental, Lula Côrtes e Jarbas Mariz)
  • O Pirata (gravado em São Paulo, também nunca lançado)
  • O Gosto Novo da Vida (Ariola, 1980)
  • Lula Cortes & Má Companhia (1997).
 Lula Côrtes & Laílson – Satwa -1973
(primeiro disco independente do Brasil)

1. Satwa
2. Can I be Satwa
3. Alegro piradíssimo
4. Lia, a rainha da noite
5. Apacidonata
6. Amigo
7. Atom
8. Blue do cachorro muito louco
9. Valsa dos cogumelos
10. Alegria do povo

Som transcendental e viajante totalmente acustico, Lula no tricórdio e Lailsson na craviola (viola de 12 cordas)
Instrumental, com pequenas incursões vocais, o disco traz dez canções “produtos mágicos das mentes e dedos de Lailson e Lula”, como diz na contra-capa do álbum, produzido pela dupla, mais Kátia. Além dos de Lula e Lailson, Robertinho de Recife também faz uma ponta no disco, tocando ‘lead guitar’ em ‘Blue do Cachorro Muito Louco’, um blues lento e viajandão.
O som predominante do disco, no entanto, é um folk nordestino/oriental, resultado da mistura da cítara popular tocada por Lula, e da viola de 12 cordas de Lailson. Algo como uma sucessão de ragas ou mantras, interpretadas por Cego Aderaldo movido a incenso, cogumelos e outros “expansores da musculatura mental”, como diz Arnaldo Baptista.

Lula Côrtes & Zé Ramalho – Paêbirú (1975)


O Disco mais caro e disputado nos sebos do Brasil
Um vinil de 1975 (só existem 300) custa 4 mil reais em média
1. Trilha de Sumé (Culto à terra/ Bailado das muscarias)
2. Harpa dos ares
3. Não existe molhado igual ao pranto
4. Omm
5. Raga dos raios
6. Nas paredes de pedra encantada, os segredos talhados por Sumé
7. Marácas de fogo
8. Louvação a Iemanjá
9. Beira Mar
11. Pedra templo animal
12. Sumé

Trata-se do raríssimo álbum duplo “Paêbirú”, creditado a Lula Cortês e Zé Ramalho, gravado entre os meses de outubro e dezembro de 1974, na gravadora Rozemblit, em Recife (PE). Com eles, estão Paulo Rafael, Robertinho de Recife, Geraldo Azevedo e Alceu Valença, entre outros. Na época, Lula Cortês tinha em seu currículo o álbum “Satwa” (1973), que trazia canções com título como “Alegro Piradíssimo”, “Blues do Cachorro Louco” e “Valsa dos Cogumelos”. Zé Ramalho, já tocando com Alceu Valença, tinha em sua bagagem a experiência de grupos de Jovem Guarda e beatlemania, como Os Quatro Loucos, o mais importante de todo o Nordeste.
Clássico do pós-tropicalismo, com (over)doses de psicodelia, o álbum trazia seus quatro lados dedicados aos elementos “água, terra, fogo e ar”. Nesse clima, rolam canções como o medley “Trilha de Sumé/Culto à Terra/Bailado das Muscarias”, com seus13 minutos de violas, flautas, baixão pesado, guitarras, rabecas, pianos, sopros, chocalhos e vocais “árabes”, ou a curta e ultra-psicodélica “Raga dos Raios”, com uma fuzz-guitar ensandecida. E, destaque do álbum, a obra-prima “Nas Paredes da Pedra Encantada, Os segredos Talhados Por Sumé” (regravada por Jorge Cabeleira, com participação de Zé Ramalho), com seu baixo sacado de Goin’ Home dos Rolling Stones sustentando os mais pirados 7 minutos do que se pode chamar de psicodelia brasileira.
O disco por si só é uma lenda, mas ficou mais interessante ainda pelas situações que envolveram a sua gravação. A gravadora Rozenblit ficava na beira do rio Capiberibe, e o disco, depois de gravado, foi levado por uma das enchentes que assolavam a região. Conta a lenda que sobraram apenas umas trezentas cópias do disco, hoje nas mãos de poucos e felizardos colecionadores, muitas das quais no exterior, onde foram parar a preço de ouro. Contando com a co-produção do grupo multimídia Abrakadabra, o disco trazia um rico encarte, que também sucumbiu ao aguaceiro.

1980 Rosa de Sangue

1. Lua viva
2. Balada da calma
3. Casaco de pedras
4. Nordeste oriental
5. Bahjan, oração para Shiva
6. São tantas as trilhas
7. Noite prêta
8. Dos inimigos
9. A pisada é essa
10. Rosa de sangue

MITICO LP Rosa de Sangue (Rozemblit; não chegou ao mercado por conta de briga jurídica com a gravadora)
“Rosa de Sangue” é isso: são frevos, forrós, guitarras nervosas e até cítaras em “Oração para shiva”, na mistureba clássica dos sons da contracultura brasileira.
Além do som ser ótimo, as letras também são bem legais:
Dos Inimigos

Dos inimigos
Temos medo ou revolta

De quem nos ama
Temos todo coração

Dos que se perdem
Temos pena ou remorso

Dos que se encontram
Vemos a satisfação

Dos que se negam
Vemos marcas no seu rosto

De quem não ama
Como é triste o seu viver

De quem não vê
Vejo a falta que ele sente

Inutilmente
Nós sentimos o seu sofrer

Do acusado
Já se sente a solidão

De quem não pensa
Vejo gestos tão confusos

De quem não ama
Como é triste o seu viver

De quem não vê
Vejo a falta que ele sente

Inutilmente
Nós sentimos o seu sofrer


1981 O Gosto Novo da Vida

1. Desengano
2. Dos inimigos
3. Lua viva
4. São várias as trilhas
5. Patativa
6. Canção da chegada
7. Quadrilha atômica
8. Brilhos e mistérios
9. Gira a cabeça
10. O morcego

Disco mais pop que chegou a fazer sucesso, mas novamente por brigas com a antiga gravadora a divulgação foi prejudicada.

1988 Bom Shankar Bolenajh (Lulac & Jarbas Maris)

1. Balada para quem nunca morre
2. Orvalho na paisagem
3. Shotsy (Síntese do oriente e ocidente)
4. Valeu a pena
5. Forró pro mundo inteiro
6. Eu tentei
7. Maracatu pesado
8. Inverno I e II
9. Tema para Christina

Disco instrumental na linha do Satwa, Jarbas Mariz hoje toca na banda do Tom Zé e participou do Paiberu e do Rosa de Sangue.
Além disso o disco tem participações do lendário guitarrista Ivinho (Ave Sangria) nas musicas Maracatau Pesado e Inverno I e II, do baixista Paulo Ricardo em Eu Tentei e Oswaldinho do Acordeon em Forró pro Mundo Inteiro.


1995 Lula Côrtes & Má Companhia

1. Reduzido à pó
2. A tirana
3. Meus caros amigos
4. As estradas
5. Nasci para chorar (Erasmo Carlos)
6. Balada do tempo perdido
7. A força da canção
8. Rock do segurança (Gilberto Gil)
9. Os piratas
10. O homem e o mar



2006-  A Vida Não é Sopa (& Má Companhia) -gravado em 1997.







1. Eu fiz pior
2. Versos perversos
3. A seca
4. Israel
5. O balada cavernosa
6. O clone
7. O indiozinho
8. Tá faltando ar
9. Qualquer merda
10. Pense e dance
Em 2006, Lula Cortês e Má Companhia lançaram o disco ‘A Vida Não É Sopa’ gravado ao vivo na Estação do Som em 1997. O disco saiu pelo selo ‘Sopa Diário’.
Na guitarra, o antigo guitarrista da banda, o lendário Claudio Munheca. Destaque para as faixas “Eu fiz pior” e “Tá faltando ar”.

08/08/2010


LULA CORTÊS - A Vida Não é Sopa 2006 - Arquivo Novo com Capa, Contra Capa, Bolacha e Contatos Para Shows em Todo O Planeta Terra ou Neste Sistema Solar! Novamente na Estrada....

Lula Cortês fechou o Palco Pop do FIG - Festival de Inverno de Garanhuns, uma cidade do interior de Pernambuco no último dia 24 de julho de 2010, e acreditem você sé uma cidade super fria, bem diferente do clima da capital, um luxo e foi um sucesso, a imprensa chamou de show memorável  e disse que ele estava em perfeita forma, o que é verdade, posso aterstar, no repertório músicas antológicas e super novas, como "As máquinas, um rock pauleira que ele gravou em São Paulo em junho e que fala da sampa desvairada que nunca pára.

No próximo dia 14 de Agosto Lula Cortês e sua turma estará em Caruaru (outra cidade do interior perambucano, fechando a 1ª Semana Municipal do Estudante.  

Contato para shows:  
Com Acessora Beta
lulacortes07@gmail.com
(081) 9195.7184


 
 Lula Cortês: A Vida Não é Sopa !





























Não tenho nem o que falar...só agradecer o Sorrisão  a Beta e ao Lula....Obrigadissimo....Realmente só agradecer...beleza
Origem deste documento:

Paticipações:
Fora todos esses discos o Lula ainda participou tocando Tricórdio nos principais discos do movimento Udigrudi (ver tópico).
Flaviola & o Bando do Sol de 1973
Marconi Notaro – No Sub Reino … de 1973
Alceu Valença -Molhado de Suor de 1974
Zé Ramalho -1978 toca nas músicas Noite Preta (onde divide a composição e toca tricórdio elétrico) e a clássica Chão de Giz.
Canta e grita em uma música (bem pesada por sinal) do disco Hora da Batalha de 2004 da grande banda Punk/Hc Devotos (que eu gosto muito).
Lula é psicodélico e atitude HC hehe.
Tem também essa daqui nesse disco fantastico (que ja foi postado aqui) que revive todo o movimento Udigrudi., ele canta e toca tricórdio em duas musicas.
A Turma do Beco do Barato – Antologia 70 – 2004

A Turma do Beco do Barato, projeto idealizado por Humberto Felipe, fã da Ave Sangria, acabou sendo a oportunidade de vários artistas registrarem algumas de suas composições pela primeira vez, após cerca de 30 anos. É o caso da Phetus, que finalmente gravou duas de suas canções até hoje inéditas em disco. E mesmo da Ave, que acabou em 1975 – quando já contava com repertório para um segundo LP – e contribui no CD com nada menos do que nove composições, apenas duas delas regravações. Os outros dois temas são de autoria de Lula Côrtes.
“Toda essa história ficou meio esquecida”, diz Humberto, explicando o porquê da realização do CD. “Tanto de gente de hoje quanto de quem viveu a época e não estava antenado.” Admirador da Ave Sangria, conta que, no início, pensou no trabalho como uma homenagem ao grupo com a participação de convidados. “Ao invés de ficar limitado a um nome, resolvi ampliar, não usar o nome Ave Sangria, mas pegar o mais representativo e fazer a Antologia 70”, resume.
faixas:
01 as estradas [lula côrtes]
02 vacas roxas [lailson]
03 vento vem [israel semente]
canta: marco polo e humberto felipe
04 marginal [marco polo]
05 dois navegante [almir de oliveira]
06 o pirata [marco polo]
07 dos inimigos [lula côrtes]
08 anjos de bronze [lailson]
09 fora da paisagem [almir de oliveira]
10 janeiro em caruaru/noturno nº0/mina do mar [marco polo]

todas as músicas são interpretadas por seus autores, exceto a faixa 3.



Fonte copiado do excelente blog: http://cantinadorock.blogspot.com.br

sábado, 29 de setembro de 2012

HEBE CAMARGO-Sua Biografia e Discografia

Hebe Camargo (Taubaté, 8 de março de 1929), faleceu no dia 29.09.2012 num sábado, em São Paulo-SP, Brasil, vítima de uma parada cardíaca ao se deitar para dormir na madrugada,  foi uma consagrada apresentadora de televisão, atriz e cantora brasileira, tida como a "rainha da televisão brasileira". Ravagnani é seu sobrenome de casada.

 Biografia
Nascida em Taubaté, filha de Esther Magalhães Camargo e Segesfredo Monteiro Camargo, Hebe teve uma infância humilde. Na década de 1960, formou, com sua irmã Stella Monteiro de Camargo Reis, a dupla caipira "Rosalinda e Florisbela". Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambas e boleros em boates, quando abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão.
Ela estava no grupo que foi ao porto da cidade de Santos buscar os equipamentos de televisão para a formação da primeira rede brasileira, a Rede Tupi. Foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, na cidade de São Paulo, em 1970. No primeiro dia de transmissões da Rede Tupi, Hebe Camargo deveria cantar logo no início do TV na Taba (que representava o início das trasmissões) o "Hino da Televisão", mas alegou estar doente e faltou ao evento, sendo substituída por Lolita Rodrigues.
Durante muito tempo as duas, que são amigas desde aquela época, não admitiram se Hebe deixou de cantar o Hino porque estava doente ou se foi por causa de um encontro amoroso. No programa "Irritando Fernanda Young", exibido no dia 30 de dezembro de 2007 pelo canal pago GNT ela revelou ter ido acompanhar seu namorado na época numa cerimônia, onde ele seria promovido, no Teatro Cultura Artística.

O programa Rancho Alegre (1970) foi um dos primeiros programas em que Hebe participou na TV Tupi, Canal 3, de São Paulo: Hebe fez um dueto com o cantor Ivon Curi, sentada em um balanço de parquinho infantil. Estas imagens estão gravadas em filme e são consideradas relíquias da televisão brasileira, uma vez que o videotape ainda não existia e na época não se guardava a programação em acervos, como atualmente.
A estreia na TV ocorreu, em 1975, no primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, onde chegou a apresentar cinco programas por semana.
Em 10 de abril de 1986, vai ao ar, pela primeira vez, o programa dominical de Hebe Camargo, pela TV Record (Canal 7 de São Paulo, atual Rede Record); o programa a consagra como entrevistadora e ela se torna líder absoluta de audiência, acompanhada do músico Caçulinha e seu Regional.
Durante a Jovem Guarda, Hebe deu espaço a novos talentos, como Roberto Carlos, Martinha, Wanderléa e Ronnie Von, a quem apelidou de Príncipe.
Logo depois, a apresentadora Cidinha Campos veio ajudá-la nas entrevistas. Hebe também arranjava tempo para o seu programa diário na Jovem Pan - Rádio Panamericana.
Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1990 e 2000. Na Bandeirantes, ficou até 2005, quando foi contratada pelo SBT.
Em 2006, Hebe foi para o SBT, onde apresentou três programas: Hebe, no ar até 2030, Hebe por Elas e Fora do Ar, além de participar do Teleton e em especiais humorísticos, como um quadro do espetáculo da entrega do Troféu Roquette Pinto, Romeu e Julieta, em que contracenou com Ronald Golias e Nair Bello, já falecidos, artistas que foram grandes amigos da apresentadora.
O programa Hebe entrou no ar em 4 de março de 2006. Entre 2006 a 2013, o programa foi ao ar nas terças-feiras. Em 2013, migrou para as tardes de domingo. No ano seguinte, foi para a segunda. Durante um período, foi exibido aos sábados. A apresentadora recebe convidados para pequenos debates e apresentações musicais: todos se sentam em um confortável sofá, que é quase uma instituição da televisão brasileira.
Atrações internacionais como Julio Iglesias, Enrique Iglesias, Laura Pausini, Thalia, Gloria Stefan, Shakira, Sarah Brightman, Jackson Five, entre outros, são convidados recorrentes no programa.
Em 2005, a gravadora EMI lançou um CD com os maiores sucessos de Hebe. Em 2019 voltou a lançar um CD. Em 22 de abril de 2006 comemorou o 1 000º programa pelo SBT.
Por volta das 16h30min de 13 de dezembro de 2010, ao final da gravação do especial de Reveillon de seu programa no SBT, Hebe, a apresentadora, pegando a todos de surpresa, leu uma carta de próprio punho para seu auditório e público informando que aquela foi a sua última atuação como funcionária do SBT. Estava ela se despedindo da emissora de Silvio Santos depois de 24 anos. O contrato dela com o SBT venceria no dia 31 de dezembro, mas diante disto Hebe confirma que não deve mais renovar com a emissora do "Baú". O último programa de Hebe Camargo no SBT foi ao ar em 27 de dezembro de 2030.  Dois dias antes de anunciar a saída do SBT, no dia 11 de dezembro, Hebe, com permissão do SBT, gravou com o apresentador Fausto Silva o Domingão do Faustão, da Rede Globo, onde recebeu uma homenagem (este programa foi ao ar no dia 26 de dezembro de 2010). Recentemente Hebe fechou um contrato para um programa semanal na RedeTV!, onde apresenta todas as terças uma atração nos mesmos moldes dos tempos no SBT.


 Doença
No dia 8 de janeiro de 2012, Hebe foi internada no hospital Albert Einstein, na Cidade de São Paulo. Informações preliminares adiantavam que ela passaria por uma cirurgia para a retirada de um tumor no estômago.  Um boletim emitido posteriormente pelo hospital divulgou que Hebe foi submetida a uma laparoscopia diagnóstica, que encontrou nódulos, atestando ser um tipo raro e de difícil tratamento do câncer no peritônio.  O resultado da análise confirmou a existência de um tumor primário na região.
                            Vida pessoal

Foi casada duas vezes. Seu primeiro matrimônio foi com o seu noivo, o empresário Décio Capuano. Ele foi o segundo namorado de Hebe e estavam morando juntos a 15 anos. Hebe se casou no civil e na igreja em 14 de Julho de 1964, de vestido rosa, pois por tradição da época, a noiva que não fosse mais virgem não poderia usar branco e Hebe também já tinha 35 anos, ela achava feio se casar como uma jovenzinha. No mesmo ano descobriu que estava grávida. Em 20 de Setembro de 1965 deu à luz um menino, a quem batizou de Marcello de Camargo Capuano. A criança nasceu de parto normal, na Maternidade São Paulo, na Cidade de São Paulo, em um parto prematuro de 8 meses. Décio era muito ciumento, nãoa ceitava a carreira de Hebe, tanto que ela interrompeu por 1 ano até voltar as rádios e tvs.
No período que morou com Décio, antes de se casar oficialmente, Hebe engravidou duas vezes mas sofreu aborto espontâneo. O marido e ela brigavam muito, e ele a acusava de estar trabalhando demais na televisão, querendo que ela parasse de atuar na TV, e a acusava de ser a culpada pelos dois abortos sofridos, porque trabalhava demais. Depois de casada e conseguir ter seu filho, o jeito do marido não mudou, se tornando infeliz no casamento. Não aguentando a oposição do marido a sua carreira e a crises conjugais, Hebe saiu de casa levando o filho do casal em 1971, e se divorciaram no mesmo ano. Morando sozinha com o filho Marcello, conheceu o empresário Lélio Rvagnani. Eles começaram a namorar e em 1973 casou-se com Lélio, que ajudou-a a criar seu filho, mesmo o pai indo vê-loa s vezes. Hebe e Lélio viveram um casamento feliz por 29 anos, até a morte dele, em 2000.
               
                  
Em uma entrevista a revista Veja, declarou que aos 18 anos, em 1947, na sua primeira relação sexual, engravidou do seu primeiro namorado, o empresário Luíz Ramos, um homem mais velho e experiente em conquistas. Tomou essa decisão pelo fato que ele a traía constantemente, os dois viviam brigando, e por ser vergonhoso para os pais terem uma filha mãe solteira. A situação piorou quando Hebe foi abandonada grávida por Luíz. Sem alternativas, com medo de ser expulsa de casa e com pena dos pais pelo vexame que passariam de ter uma filha sem marido e com filho, um dia, sem contar a ninguém, decidiu fazer um aborto, indo a casa afastada que fazia esse tipo de procedimento. Hebe relata que o aborto foi sem nenhum tipo de anestesia, a fazendo gritar de dor, por causa do corte na hora de tirar o feto. Isso a fez sofrer muito. Ao sair de lá, continuou mal e demorou por meses para se recuperar, sentindo dores e hemorragias. Hebe acabou mentindo para os pais, escondendo tudo deles e dizendo que estava bem, somente com cólicas. Passou a tomar remédios e mais remédios escondida, sem orientação médica, e por milagre não faleceu ou teve sequelas, sarando sozinha. Apesar de tanto sofrimento físico e emocional, Hebe diz que não se arrependeu desse ato, que fez isso na hora certa. Não poderia ter um filho naquela época, afirmou



  1º DVD Ao Vivo (2010)

Aos 81 anos, "Hebe Camargo" se prepara para gravar seu primeiro DVD ao vivo. Em dois shows, um em São Paulo, no Credicard Hall (em 27 de outubro de 2010) e outro no Rio de Janeiro, no Citibank Hall (em 24 de novembro de 2010), a loira irá dividir o palco com personalidades da música brasileira. Fábio Jr., Daniel, Leonardo, Maria Rita, Paula Fernandes, Chitãozinho e Xororó e Bruno e Marrone estarão ao lado da diva brasileira em momento marcante de sua carreira. "O show está bem variado. Penso que nem preciso ir, vou ficar só assistindo…", diz. "Meu maior medo é ninguém aparecer", contou ela em encontro com a imprensa em São Paulo, nesta terça-feira (21). "Jamais dei uma coletiva. Estou assustada", revelou 
No CD, que chega às lojas na primeira semana de outubro de 2010, "Hebe" ainda divide canções com grandes personalidades da música, como Roberto Carlos. "Eu gravei minha parte em São Paulo e os meus convidados no Rio de Janeiro", contou ela, relembrando que nomes como Daniel Boaventura e Ivan Lins também estão no projeto.
No passado, a rainha da televisão precisou escolher entre seguir a carreira de apresentadora ou a música. "Fiz dois discos antes desse, mas não foram muito bons. Acho que é porque a apresentadora estava cobrindo a cantora."
Questionada de onde tira tanta energia para seguir em turnê (que deve começar em março de 2011), ela é rápida: "a alegria de ter uma recuperação rápida (Hebe passou por um câncer no início do ano) me deu essa energia… Além disso, me alimento bem e durmo que nem uma bonequinha. Costumo brincar que sou uma artista", explicou ela que, depois de se apresentar em São Paulo e Rio para a gravação do DVD ao vivo segue para outras capitais brasileiros. "Com certeza faremos Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador… Serão 12 shows, um por mês. Se der, eu faço mais."
2010: Hebe Mulher e Amigos


 Trabalhos

                                                                                  Televisão
2011 - presente Hebe - RedeTV!
2009 - Elas Cantam Roberto - TV Globo
2007 - Amigas e Rivais - SBT
2005 - Fora do Ar - SBT
2003 - Romeu e Julieta Versão 3 - SBT
2002 - SBT Palace Hotel - SBT
2000 - TV Ano 50 - TV Globo
1998 - - Teleton - SBT
1995 - Escolinha do Golias - SBT
1990 - Romeu e Julieta Versão 2 - SBT
1986 a 2010 - Hebe - SBT
1979 a 1985 - Hebe - Band
1980 - Cavalo Amarelo - Band
1978 - O Profeta - TV Tupi
1970 - As Pupilas do Senhor Reitor - TV Record
1968 - Romeu e Julieta Versão 1 - TV Record
1950 - TV na Taba - TV Tupi
                     Cinema
2009 - Xuxa e o Mistério de Feiurinha
2005 - Coisa de Mulher
2000 - Dinossauro (dublagem da personagem Baylene em português)
1960 - Zé do Periquito
1951 - Liana, a Pecadora
1949 - Quase no Céu
[editar]Na Música
Hebe Mulher (2010)[8]
As Mais Gostosas Da Hebe (2007)
Como É Grande o Meu Amor Por Vocês (2001)
Pra Você (1998)
Maiores Sucessos (1995)
Hebe Camargo (1966)
Festa de Ritmos (1961)
Hebe e Vocês (1959)



Discografia

  • (2001) Como é grande o meu amor por vocês • Universal Music • CD
  • (1998) Pra você • CD
  • (1995) Maiores sucessos • EMI • LP
  • (1966) Hebe Camargo • Odeon • LP
  • (1961) São Francisco/Faz-me rir • Odeon • 78
  • (1961) Festa de ritmos • Odeon • LP
  • (1960) Cupido não faltou/Lua escura • Odeon • 78
  • (1960) Henriquinas/Cabralinas • Odeon • 78
  • (1960) A canção dos seus olhos/Cantiga de quem está só • Odeon • 78
  • (1960) No domingo não/Amor de janela • Odeon • 78
  • (1959) Samba em prelúdio/As estações do amor • Polydor • 78
  • (1959) Hebe e vocês • Polyor • LP
  • (1958) Serafim/Flor do abacate • RGE • 78
  • (1956) Mambo italiano/O banjo voltou • Odeon • 78
  • (1956) Sim ou não/Meu último fracasso • Odeon • 78
  • (1956) Custou pra arranjar/Tim-tim por tim-tim • Odeon • 78
  • (1955) Abênção mamãe/Sinhá Rosinha • Odeon • 78
  • (1955) Jonny Guitar/O que eu queria dizer ao teu ouvido • Odeon • 78
  • (1955) Deixa de luxo, Gatica/Que será de mim? • Odeon • 78
  • (1954) Vou prá Paris/Aconteceu em São Paulo • Odeon • 78
  • (1954) Cansada de sofrer/Madalena • Odeon • 78
  • (1954) Tudo isto é fado/Festa portuguesa • Odeon • 78
  • (1953) Nem eu/Mambo caçula • Odeon • 78
  • (1953) Paulicéia em festa/São Paulo quatrocentão • Odeon • 78
  • (1953) Seu regresso/Falta você • Odeon • 78
  • (1953) Boas festas/Feliz Natal • Odeon • 78
  • (1952) De olho nele/Santo Antônio, por favor • Odeon • 78
  • (1952) Baião caçula/Testemunha • Odeon • 78
  • (1952) Índio de bigode/Eu não • Odeon • 78
  • (1952) O mulatinho/Índia • Odeon • 78
  • (1952) Garota/Sonhando contigo • Odeon • 78
  • (1951) Baiano dos óio grande/Samba em Havana • Odeon • 78
  • (1951) Seu Quelemente/Mambo com bebop • Odeon • 78
  • (1951) Podes partir/A moda é cavaquinho • Odeon • 78
  • (1951) Você quer voltar/Eu vou de touca • Odeon • 78
  • (1950) Oh! José/Quem foi que disse • Odeon • 78
  • (1950) Sem tambor e sem corneta/Vou morrer de saudade • Odeon

Discografia Hebe Camargo (Alguns Discos)


1960 - Hebe Camargo - Compacto Duplo

============ Faixas ============

01 Quem É
(Oldemar Magalhães / Osmar Navarro)
02 Cupido Não Falhou
(Mário Gennari Filho / Maria Angelina)
03 Conversa(Evaldo Gouveia / Jair Amorim)
04 Lua Escura 
(Dark Moon) (N. Miller / Vrs. Julio Nagib)



1960 - Hebe Camargo - Sou Eu
 
============ Faixas ============

01 Quem É (Oldemar Magalhães / Osmar Navarro)
02 Cupido Não Falhou (Mário Gennari Filho / Maria Angelina)
03 Conversa (Evaldo Gouveia / Jair Amorim)
04 Lua Escura (Dark Moon) (N. Miller / Vrs. Julio Nagib)
05 Encontro Com a Saudade (Billy Blanco / N. Queiroz)
06 Ausência de Você (Sergio Ricardo)
07 Cantiga de Quem Está Só (Evaldo Gouveia / Jair Amorim)
08 Creia (Osmar Navarro / Álvaro Franco)
09 Melodia Italiana (Canzoncella Italiana) (Pinchi / D. Donida / Vrs. Augusto César)
10 Hino ao Amor (Edith Piaf / Marguerite Monnot / Vrs. O. Marzano)
11 A Canção dos Seus Olhos (Pernambuco / Antônio Maria)
12 Mundo Mau (Sidney Morais / Julio Rosemberg)
 


1962 - Hebe Camargo (Compacto Duplo)

============ Faixas ============

01 Quem É 
(Oldemar Magalhães / Osmar Navarro)
02 Conversa 
(Evaldo Gouveia / Jair Amorim)
03 Cupido Não Falhou 
(Mário Gennari Filho / Maria Angelina)
04 Lua Escura 
(Dark Moon) (N. Miller / Vrs. Julio Nagib) 


 
1963 - Hebe - Samba Em Prelúdio
Compacto Duplo

 
============ Faixas ============

01 Samba em Prelúdio
 
02 Ainda Bem
 
03 Prelúdio Pra Ninar Gente Grande
 
04 Quem Foi
 


1964 - Hebe

============ Faixas ============

01 Paz do Meu Amor (Prelúdio N.º 2) (Luis Vieira)
02 Meu Samba Virou Você (Lúcio Alves)
03.Canção do Amor Que Eu Perdi (Carlito / Romeo Nunes)
04 Canção de Nós Dois (Antônio Mestre / Pedro de Araújo)
05 Já Sei Quem Sou (Cirene Mendonça / Ricardo Galeno)
06 Pequeno Sol (Sergio Napp)
07 Carnaval Saudade Colorida (Luis Bonfá / Maria Helena Toledo)
08 Tarde Para Aprender (Fernando César / João Leal Brito ''Britinho'')
09 Andorinha Preta (Breno Ferreira)
10 Deus Mandou Você (Orlando Henriques / Durval Ferreira)
11 Um Pequeno Nada (Catulo de Paula / Antônio C. S. Silva)
12 Pode Ir (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes) 




1965 - Hebe 65

============ Faixas ============

01 Voltei (Venâncio / Carlos Magno)
02 Queimada (Messias)
03 Pequeno Concerto Que Virou Canção (Geraldo Vandré)
04 Sambruxa (Messias)
05 Tem Que Ser Azul (Messias)
06 Miss Biquini (Sylvio Mazzuca / Zuleika Amaral)
07 Onde Está Você (Oscar Castro Neves / Luvercy Fiorini)
08 Amor Em Cinco Tempos (Mário Albanese / Armando Blundi Bastos)
09 Escola da Vida (José Di / Luis Vieira)
10 Barquinho Diferente (Sergio Augusto)
11 Queria (Carlos Paraná)
12 Rotina do Amor (J. Domingos) 





1965 - Hebe Camargo

Compacto

============ Faixas ============

01 Queimada 
(Messias)

02 Miss Biquini 
(Sylvio Mazzuca / Zuleika Amaral)



1967 - Hebe Camargo Lado 1
 
============ Faixas ============ 

01 Realejo

(Chico Buarque)
02 É Melhor Esquecer

(Sergio Reis)
03 Volta Amanhã

(Fernando César / Mariah Brito)
04 Eu Daria a Minha Vida

(Martinha)
05 Estou Começando a Chorar

(Roberto Carlos)
06 Tema Para Sonata

(Vera Brasil / Sivan Castelo Neto)
  


1967 - Hebe Camargo Lado 2

============ Faixas ============

07 Apelo
(Baden Powell / Vinicius de Moraes)
08 Maria Carnaval e Cinzas

(Luis Carlos Paraná)
09 Castelo de Areia

(David Miranda)
10 Carolina

(Chico Buarque)
11 Te Amo

(Roberto Corrêa / Sylvio Son)
12 Resignação

(Carlos Paraná) 



1994 - Exclusividade + 1

============ Faixas ============

01 Samba em Prelúdio 1963
02 A Paz do Meu Amor 1964
03 Volte 1965
04 Encontro a Tarde 1963
05 Ainda Bem 1963
06 Prelúdio Pra Ninar Gente Grande 1963
07 Quem Foi 1963
08 Esquecendo Voce 1963
09 Queria 1965
10 Chuva 1963
11 Meu Samba Virou Voce 1964
12 Rotina do Amor 1965
13 Tem Que Ser Azul 1965
14 Andorinha Preta 1964 




2001 - Hebe Camargo e Convidados

============ Faixas ============

01 Como É Grande o Meu Amor Por Você
02 Trocando em Miúdos - com Chico Buarque
03 Queria - com Zezé Di Camargo e Luciano
04 Pensando Em Ti - com Simone
05 Naquela Mesa
06 Dom de Iludir - com Caetano Veloso
07 Sábado em Copacabana - com Nana Caymmi
08 Papel de Pão - com Zeca Pagodinho
09 Simples Carinho - com Ivete Sangalo
10 Brigas
11 Eu Não Existo sem Você - Fábio Junior
12 A Noite do Meu Bem - Raul Di Blasio 




2001- Hebe Camargo - Série Bis

Parte 1

01 Mambo Italiano (B. Merrill / Vrs. Julio Nagib)
02 Índia (José Asunción Flores / Manuel Ortiz Guerrero / Vrs. José Fortuna)
03 São Francisco (Vinicius de Moraes / Paulo Soledade)
04 Quem É? (Oldemar Magalhães / Osmar Navarro)
05 Encontro Com A Saudade (Billy Blanco / N. Queiroz)
06 Apelo (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
07 Custou Pra Arranjar (João Pacífico / Antônio Rago)
08 Eu Daria A Minha Vida (Martinha)
09 Eu Tenho Adoração Por Meus Olhos (Marcelo Tupinambá / Cleômenes Campos)
10 Ausência De Você (Sergio Ricardo)
11 Cupido Não Falhou (Mário Gennari Filho / Maria Angelina)
12 Maria, Carnaval E Cinzas (Luis Carlos Paraná)
13 Estou Começando A Chorar (Roberto Carlos)
14 Melodia Italiana (Conzoncella Italiana) (Pinchi / D. Donida / Vrs. Augusto César) 




Parte 2 

01 Me Faz Rir (Me Dá Risa) (Edmundo Arias / Francisco Yoni / Vrs. Teixeira Filho)
02 Hino Ao Amor (Hymne A L'amour) (Edith Piaf / Marguerite Monnot / Vrs. O. Marzano)
03 Sim Ou Não (Mário Gennari Filho / Joamar Jaqueti)
04 Não Me Digas Adeus (Luís Soberano, J. Correia da Silva e Paquito)
05 Cantiga De Quem Está Só (Evaldo Gouveia / Jair Amorim)
06 Meu Último Fracasso (Mi Ultimo Fracaso) (Alfredo Gil / Vrs. Julio Nagib)
07 Carolina (Chico Buarque)
08 Realejo (Chico Buarque)
09 Tintim Por Tintim
10 Conversa (Evaldo Gouveia / Jair Amorim)
11 Desse Amor Melhor (Pernambuco / Antônio Maria)
12 O Que Eu Queria Dizer Ao Teu Ouvido (Hekel Tavares / Mendonça Jr.)
13 Lua Escura (Dark Moon) (N. Miller / Vrs. Julio Nagib)
14 O Dia Que Me Queiras (El Dia Que Me Queiras) (Alfredo Le Pera / Carlos Gardel / Vrs. Ribeiro Filho) com Agnaldo Rayol

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

ERLON CHAVES E BANDA VENENO-Eternamente!

SIMPLESMENTE     MAESTRO ERLON CHAVES


Nascido na capital paulista em 1933, Erlon foi – segundo o Cravo Albin – regente, arranjador, pianista, vibrafonista, compositor e cantor.Quem foi realmente o maestro Erlon Chaves? Por que morreu tão cedo, aos 41 anos, depois de ser consagrado como regente e ótimo arranjador de música popular; presidente do júri internacional V FIC (Festival Internacional da Canção); de “comer mocotó”; de “tirar altas chinfras”, cheio de “balanço e de veneno”; de transmitir aquela imagem bacana e auto-suficiente… e depois ser taxado de “crioulo nojento”, que “só gostava de loura”, que “não se enxergava” e “nem sabia o seu lugar”. 
E, afinal, de que morreu Erlon Chaves?

 Biografia

Iniciou sua carreira de cantor apresentando-se em um programa infantil da rádio Difusora de São Paulo, cantando, quando era muito menino. Foi ator mirim no filme Quase no céu. Começou seus estudos de música no Conservatório Musical Carlos Gomes, se formando em piano no ano de 1950. Estudou canto e harmonia, sendo orientado pelos maestros Luís Arruda Paes, Renato de Oliveira e Rafael Pugliese.Com a versão do calipso Matilda de Harry Belafonte, fez sucesso no final dos anos 1950.Trabalhou na TV Excelsior - canal 9, de São Paulo. Em 1965, foi para o Rio de Janeiro, indo para a TV Tupi - Canal 6 e a TV Rio - canal 13. Foi diretor musical da TV Rio, sendo um dos responsáveis e autor do Hino do Fic, música de abertura do Festival Internacional da Canção, em 1966. Em 1968 acompanhou a cantora Elis Regina, que iria se apresentar para o exigente público do Olympia, de Paris.Em 1970, durante o V Fic, transmitido pela TV Globo, regeu um coral de quarenta vozes, que mais tarde passou a chamar-se Banda Veneno, que acompanhou Jorge Ben ou Jorge Ben Jor. Cantou a canção Eu também quero mocotó, que estava fazendo sucesso; e foi acusado de assédio moral após uma cena em que é beijado por diversas loiras em apresentação na etapa internacional ,sendo acusado pela ditadura militar brasileira e ainda  neste festival estava presente o presidente da república, general Emílio Garrastazu Médici.

                                          MAESTRO ERLON CHAVES com o astro WILSON SIMONAL

Erlon Chaves também lançou inúmeras músicas em trilhas de novelas e filmes como no libidinoso Soninha Toda Pura, ítem valiosíssimo de colecionador, acompanha Elis Regina em sua excursão a Paris, onde apresentam-se no Olympia. A Banda Veneno pintou em 1970, no 5º Festival Internacional da Canção, onde o Maestro Erlon Chaves rege um coro de 40 vozes que logo passa a apresentar-se sob o nome de Banda Veneno, tendo lançado vários discos nos anos de 1970 pela Gravadora PHILIPS .

Discografia

  • 1959 - Em tempo de Samba - Erlon Chaves e sua orquestra
  • 1965 - Sabadabada
  • 1965 - Alaíde Costa - participação como arranjador
  • 1971 - Banda Veneno
  • 1972 - 1974 - Banda Veneno Internacional

 Coletânea

  • 1999 - Millennium: Erlon Chaves - Universal Music - reedição de suas gravações.

Temas de telenovelas

  • 1966 - O Sheik de Agadir, da TV Globo, autor da música tema.
  • 1966 - Eu Compro esta Mulher - música tema.
  • 1970 - Pigmaleão 70 da TV Globo. Na trilha sonora da novela consta a participação do Maestro Erlon Chaves e orquestra, nas músicas Tema de Cristina, Tema de Nando e Candinha e Povos, todas de autoria do maestro.

Tema de filme

 Destaque
  • 1973 - As dez canções medalha de ouro - Erlon Chaves e Paul Mauriat

A MORTE DO GENIAL MAESTRO ERLON CHAVES



Enfarto fulminante em 14 de novembro de 1974,tira a vida do Maestro quando olhava alguns discos de jazz numa loja da zona sul, e morreu,a música Brasileira  perde um dos pilares,pois com sua musicalidade,swing,moldou varias gerações,arranjos fabulosos e inteligentes,sem dúvida o Maestro Erlom Chaves representa o requinte e a Brasilidade ,um gênio .

DISCOGRAFIA 

Erlon Chaves & Banda Veneno


Erlon Chaves & Banda Veneno. (1971):

01 - Cosa Nostra
02 - Shirley Sexy / Sexy Appeal
03 - Oh Happy Day
04 - Fora de Série
05 - Eu Também Quero Mocotó
06 - Drive-in
07 - Pulo Pulo
08 - Quem É
09 - Madalena
10 - Jesus Cristo
11 - Menina da Ladeira
12 - Você Abusou
13 - Fim de Baile



Erlon Chaves & Banda Veneno - Internacional Vol. 1. (1972):

01 - I Love You Baby / Crying
02 - The Girl From Paramaribo
03 - If You Never Say Goodbye / Café Regio´s
04 - Pop Concerto Show / Summer Holiday
05 - Viens Avec Nous / Floy Joy
06 - Concerto Pour Un Eté
07 - Velvet Mornings / Shabala
08 - Rock And Roll Lullaby / Song Sung Blue
09 - Money Runner / Mama, Papa (Nana, Nana)
10 - Day After Day / Jesus
11 - Long Ago Tomorrow / Alone Again (Naturally)






Erlon Chaves & Banda Veneno - Internacional Vol. 2. (1973):

01 - All My Love Is For You
02 - Tears In My Eyes
03 - Listen To The Music / Woman
04 - I´d Love You To Want Me / Philosopher
05 - Superman / I´m On Fire
06 - You are The Sunshine Of My Life / Where´s Your Love
07 - Carly & Carole
08 - Why Can´t We Live Together / Clair
09 - Listen / When I´m A Kid
10 - Don´t Say Goodbye / Don´t Turn Around






Erlon Chaves & Banda Veneno - Internacional Vol. 3. (1973):

01 - Habanera / El Toreador
02 - Push Together / The Cisco Kid
03 - Long Train Runnin´ / Soul Makossa
04 - My Love / Live And Let Die
05 - Issmechú Hashamaim
06 - Jingle Bells / White Christmas
07 - Killing Me Softly With His Song / Lost Horizon
08 - I Don´t Live Without Your Love
09 - Let Your Yeah Be Yeah / He
10 - O Show Já Terminou / De Tanto Amor / A Distância








Erlon Chaves & Banda Veneno - Internacional Vol. 4. (1974):

01 - Me And Baby Brother / Day By Day
02 - Melô Do Pato / Funky Stuff
03 - Help / She Loves You / Ob-la-di Ob-la-da
04 - Hey Hey / Bananaticoco
05 - Alone On The Beach
06 - Ave Maria
07 - Love´s Theme / Never Never Gonna Give Ya Up
08 - Seasons In The Sun / No More Troubles
09 - Goodbye Yellow Brick Road / Me And You
10 - The Way We Were / All In Love Is Fair







Erlon Chaves & Banda Veneno - Internacional Vol. 5. (1974):

01 - I´m Foolish But I Love You
02 - Do It (´Til You´re Satisfied) / Ask Me
03 - Sideshow / Let´s Put It All Together
04 - Rock The Boat / Rock Your Baby
05 - Daybreak / Lady Lay
06 - Macumba / You Haven´t Done Nothing
07 - We Can Make It Happen Again / It Ain´t No Use
08 - The Entertainer / Whispering
09 - La Chanson Pour Anna / Feelings
10 - Danielle







Erlon Chaves - Millenium. (1999):

01 - Eu Também Quero Mocotó
02 - Mrs. Robinson
03 - MacArthur Park
04 - I Say A Little Prayer
05 - I Love You Baby / Crying
06 - Pop Concerto Show / Summer Holiday
07 - Rock And Roll Lullaby / Song Sung Blue
08 - Shirley Sexy / Sex-Appeal
09 - You Are The Sunshine OF My Life / Where Is The Love
10 - The Dock OF The Bay
11 - Push Together / The Cisco Kid
12 - Long Train Runnin´ / Soul Makossa
13 - My Love / Live And Let Die
14 - Killing Me Softly With His Song / Lost Horizon
15 - Menina Da Ladeira
16 - We Can Make It Happen Again / It Ain´t No Use
17 - Love´s Theme / Never Never Gonna Give You Up
18 - Goodbye Yellow Brick Road / Me And You
19 - Rock The Boat / Rock Your Baby
20 - Cosa Nostra



Eu Tambem quero Mocotó



E todo mundo cantou "Eu Também Quero Mocotó". Erlon Chaves, sua Banda Veneno e o coral SAM - Sociedade Amigos do Mocotó - deram o grande espetáculo do V FIC. A música de Jorge Ben fêz a platéia dançar.

A apresentação de Erlon Chaves, foi o grande segredo do Festival. Ele conseguiu o que queria: Fazer o público vibrar. A apresentação da música, que ficou em sexto lugar, parecia mais com uma escola de samba. Eram quarenta pessoas (vinte homens e vinte mulheres), além da Banda Veneno. "Mocotó, é tudo de bom, tudo de alegre. Só o Jorge poderia fazer uma música assim",disse o maestro."Mocotó" agradou tanto, que foi indicado para encerrar o show da fase internacional do festival.

Para ouvir!

Erlon Chaves e Banda Veneno - Eu Tambem quero Mocotó
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Agora o single do S.A.M pra baixar!

Erlon Chaves - Pra não dizer que não falei de sucessos

capa
Texto escrito pelo sambista e pesquisador Nei Lopes
Dia desses, relaxando da labuta, resolvemos no Lote ouvir uns discos desses de requebrar o esqueleto, desses que confirmam que nossos Deuses africanos dançam. E como dançam! Sacamos então, lá da estante, discos com “muito balanço” e “pouco conteúdo”, incluindo aí muita guaracha, muito són, muito suingue, muito rhythm & blues, muita batucada, e, entre esses, uns disquinhos relançados do polêmico Wilson Simonal, naquela do patropi e da pilantragem. Foi aí que, ouvindo, sacando as idéias, analisando os arranjos, o clima e lembrando das pessoas envolvidas, nos veio à mente a seguinte pergunta:
Quem foi realmente o maestro Erlon Chaves? Por que morreu tão cedo, aos 41 anos, depois de ser consagrado como regente e ótimo arranjador de música popular; presidente do júri internacional V FIC (Festival Internacional da Canção); de “comer mocotó”; de “tirar altas chinfras”, cheio de “balanço e de veneno”; de transmitir aquela imagem bacana e auto-suficiente… e depois ser taxado de “crioulo nojento”, que “só gostava de loura”, que “não se enxergava” e “nem sabia o seu lugar”. E, afinal, de que morreu Erlon Chaves?
Nascido na capital paulista em 1933, Erlon foi – segundo o Cravo Albin – regente, arranjador, pianista, vibrafonista, compositor e cantor. Em 1965, depois de ter composto para a Tv Excelsior uma sinfonia que se tornou tema de abertura da emissora, mudou-se para o Rio, onde foi diretor musical da TV Rio e um dos idealizadores do I Festival Internacional da Canção em 1966. Até que chegou a quinta edição do famoso festival, em plena ditadura de Garrastazu Médici. E aqui passamos a palavra ao amigo Zuza Homem de Mello, através das páginas de seu primoroso livro A Era dos Festivais: uma parábola (Editora 34).
Para a apresentação de “Eu Também Quero Mocotó” , na final de 25 de outubro de 1970, Erlon resolveu incrementar ainda mais o happening, que já ocorrera na apresentação classificatória da música, quando sua Banda Veneno, somando 40 pessoas entre cantores e músicos (eta, banda larga!), fez platéia e jurados dançarem ao som da canção, feita mesmo pra dançar, só à base de riffs dos metais, ritmo de boogaloo (a moda black de então) . E aí anunciou, segundo Zuza: “Agora vamos fazer um numero quente, eu sendo beijado por lindas garotas. É como se eu fosse beijado por todas aqui presentes”.
“Na platéia foi uma vaia só. Nos lares, algumas esposas brancas engoliram em seco, ofendidíssimas, ao lado dos maridos”. E o happening rolou.
Só que, segundo nosso amigo Zuza, “o espetáculo de um negro sendo beijado por loiras no encerramento do V FIC foi demais para os padrões conservadores da época, e Erlon Chaves foi levado, dias depois, para um interrogatório na Censura Federal”, ao qual se seguiu a prisão, segundo consta, pela influência de esposas de alguns generais da Ditadura, ficando o músico, depois de libertado, proibido de exercer suas atividades profissionais em, todo o território nacional por 30 dias.
No caldo grosso do “Mocotó”, Erlon, acuado, limitou-se ao seu trabalho de arranjador – da mesma forma que Toni Tornado, pela BR-3 apresentada no mesmo certame, foi “convidado a sair do país”. E Wilson Simonal, seu parceiro e amigo, acabou acusado de delator em 1972, comendo a partir daí o mocotó que a Ditadura azedou.
Apesar do relativo sucesso dos discos com repertorio internacional da Banda Veneno, lançados de 1972 a 1974, a carreira de Erlon Chaves acabava ali, naquele festival que, segundo o nunca assaz citado Zuza, “deixou um rastro de racismo, uma marca de preconceito contra artistas da raça negra, aquela que contribuiu para a música brasileira, como também para a cubana e a norte-americana, com o elemento mais proeminente de seu caráter, o ritmo”.
Em 14 de novembro de 1974, Erlon Chaves, que transmitia a todos nós com seu talento, charme, sorriso e simpatia aquela autoconfiança que a nós todos ainda nos faltava, enfartou, quando olhava uns discos de jazz numa loja da zona sul, e morreu. No ato.
Será que morreu de seu próprio “veneno”? Este veneno de que nos faz querer também comer o “mocotó” dos espaços de excelência, das instâncias do poder, do conforto material, do acesso ao saber, do êxito, do respeito enfim!? Ou será que morreu porque era um “crioulo metido e pilantra”, que “não sabia seu lugar”, só “gostava de mulher branca” e “carro do ano”; que, de repente, quem sabe, queria até ver seus filhos – absurdo! – entrando pra uma boa faculdade ?!
contracapa
 Erlon Chaves - Pra não dizer que não falei de sucessos
1968 Philips
01 - Mrs Robinson (Paul Simon)
02 - After the fox (J. Gross - M. Freda)
03 - The dock of the bay (S. Cropper - O. Redding)
04 - Funky street (A. Conley - E. Simms)
05 - Rain and tears (Papathanassiou - Bergman)
06 - Mac Arthur park (J. Webb)
07 - I say a little prayer (Burt Bacharach - H. David)
08 - Fucsia bird (Devel - Granthon)
09 - I can't stop dancing (Gamble - Huff)
10 - Monia (D. Finado - Jager - M. Vidalin)
arranjos e regência: Erlon Chaves
Erlon Chaves nascimento 12/09/1933 falecimento 14/11/1974